19 de setembro de 2009

BOOOM! Entrevista: Rockz

Pra quem disse que o roquenrou morreu, ta aí uma prova que ele só sofreu mitose, e que uma de suas caras é dançante. E se o assunto é dançar ao som de guitarras vibrantes, o assunto é Rockz. Com shows performáticos e músicos multiuso, a banda conquistou seu espaço nos últimos anos. Após lançarem o cd "A Tão Sonhada Bicicleta", nosso convidado do BOOOM! é o Daniel Martins, baixista e tecladista com quem batemos um papo. Confiram a entrevista:

B!M: Apesar da expansão da cultura independente na mídia, você acha que ainda falta veiculação nos meios de comunicação para as bandas que estão fora do mercado comercial?

Daniel: Não acho que falta veiculação, falta uma organização. A internet facilitou demais a divulgação de qualquer banda, mas, como sempre, aparece quem tem apoio, dinheiro, patrocínio... Vide Mallu Magalhães. Apareceu com a propaganda da Vivo, entre outras coisas, além de claro, fazer programa da Globo, etc. Vale lembrar que o pai da Mallu é sócio de um marketeiro. Agora esse lance de mercado comercial também mudou muito. Tudo mudou muito rápido de uns dez anos pra cá. As bandas hoje têm que já chegar cuidando de tudo: se auto gerir, fazer os clipes, figurinos, cenários, além de gravar e compor.


B!M: Verdade. Não basta mais ser só músico. Tem que ser diretor, produtor, empresário. Mas por exemplo, os incentivos financeiros, como o projeto de remuneração por download do Tramavirtual levam os músicos a produzirem trabalhos de mais qualidade visando maior retorno e reconhecimento ou o mais importante ainda é o lançamento do álbum físico?

Daniel: O mais importante é descobrir um mote, um factóide pra tentar uma exposição maior. Volto com o exemplo da Mallu. Factóide Mallu: uma pirralha que finge ser intelectual e mongol ao mesmo tempo, esse contra-senso já gera discussão. Tem uma boa voz, mas ainda é muito nova. Dizem que ela bombou no MySpace, mas ela já tinha um convênio com o MySpace, e pra terminar, pelo menos por enquanto, namora o Camelo. Rolou um upgrade, pois antes ela namorava o cara do Vanguart. Pronto, tahí um trabalho cheio de factóides. Gera discussão! Acho que esse lance de fazer trabalho visando mais qualidade é muito relativo. Quem tem talento, tem. Quem não tem, não tem. Visar retorno normalmente a gente sempre visa, mas não existe fórmula do sucesso. Quer dizer, existem atalhos. Veja o Cansei de Ser Sexy. Era tosco, muito tosco, e hoje em dia os caras moram lá na gringa, com um som de primeira.


B!M: Além do Rockz, você também tocava com a Benflos e na banda do Lobão. Dá pra conciliar todos os ensaios e turnês ou existe alguma prioridade?

Daniel: Bem, hoje em dia a Benflos não existe mais, e o Lobão mora em Sampa e mal faz shows, ou seja, eu e o Pedro não tocamos mais com ele. Mas sim, deu pra conciliar e ainda dá, pois eu toco com outras pessoas. Na Rockz somos realmente músicos, então se pinta um trabalho com artistas ou bandas, a gente acaba topando, é diferente de uma banda com designers, jornalistas, etc.


B!M: Há algum interesse em assinar contrato com alguma gravadora ou a banda continuará produzindo de forma independente?

Daniel: Gravadora hoje em dia é só um carimbo que pode abrir portas pra uns programas da Globo, por exemplo. Mas nem sempre é necessário, e muita gente se fode com gravadora também, pois botam o disco na geladeira. Outro exemplo: seu disco passa a custar uns 30 contos na loja. Quem vai comprar? E a própria banda tem que pagar pra levar seus discos. O ideal pra Rockz é ter empresário investindo, não gravadora.


B!M: O primeiro disco, de 2008, foi gravado ainda com o Diogo Brandão, que saiu da banda pouco tempo depois pra ser ator. Desde então, quem assumiu os vocais foi o Gabriel Muzak, que antes ficava só responsável pela guitarra. Isso afetou, além da formação, o funcionamento interno da banda e os shows?

Daniel: Não, só temos um boneco a menos pra ajudar, porém fica mais fácil pra irmos todos num carro só. Ou barateia os custos da banda, afinal somos 4, e não 5.


B!M: Não chegaram a pensar em colocar outro boneco?

Daniel: Não! Preferimos de quatro (sem trocadilho, por favor).


B!M: Qual foi a importância do mundo virtual pra ascensão da banda?

Daniel: A facilidade de chegar nas pessoas, mas não é só o mundo virtual, são todas as tecnologias e manias da sociedade de hoje, mp3 players, celulares, etc.


B!M: Já aconteceu algum absurdo ou bizarrice que entrou pra história da banda?

Daniel: Porra, não to lembrando de bizarrice nenhuma, assim, algo pra contar pros meus netos.


B!M: As trajetórias e experiências dos integrantes, por terem passado por bandas conhecidas, como o Planet Hemp, ajudam de alguma forma?

Daniel: Mas é claro! Uma coisa que rola é a nossa rede de contatos. Como a gente já tocou com uma galera, e com isso já viajamos, fica mais fácil articular eventos, programas, etc.


B!M: E como foi abrir pro Mudhoney?

Daniel: Foi divertido, tocar no Circo Voador já é sempre muito bom, lá rola uma mística do rock. Sempre vi grandes shows lá, e fiz também grandes shows. Abrindo pr’uma banda clássica então... Mas já vou avisando que não troquei idéias com eles, porque não falo inglês.


B!M: Com o último álbum “A Tão Sonhada Bicicleta” recém-lançado, quais são os planos da Rockz agora?

Daniel: A paz mundial.


B!M: Quais bandas você acha que têm chamado atenção no cenário independente?

Daniel: Eu gosto do Seychelles (SP), monno (BH). A gente fez há pouco o programa ‘Experimente’, do Edgard, que ainda vai passar no início de outubro, com a banda Bazar Pamplona, que também é de SP, gosto deles também.

18 de setembro de 2009

Proshaska



Um cara que aparece se balançando de cueca em um saco de pancada no clipe e um torcedor da Portuguesa de Desportos já seriam motivos suficientes para pelo menos parar e ouvir o que esses manos têm a dizer, mesmo que você não esperasse coisas normais. E não são normais mesmo. Mas a anormalidade desse quarteto de Sampa é convincente.

Formada em 2007, Proshaska lhe convida a viajar pelas décadas de 60 à 00 mostrando que o amor e o sarcasmo propiciam cenas que sempre divertem no fim das contas. Influenciados diretamente por Beatles, Titãs, Little Quail and the Mad Birds, Ramones, Foo Fighters, Queens of the Stone Age, Faith No More, Nirvana, Weezer, Rockz, Arctic Monkeys e Strokes, a Proshaska tem em seu disco independente de estréia chamado "Azia e Má Digestão" um ótimo remédio não só contra esses males gástricos, mas também contra todas as patologias sonoras que vomitam na cara da gente hoje em dia. As guitarras e os vocais lembra Picassos Falsos, banda oitentista que é bem trabalhada com letras simples que se equilibram entre brincadeiras e trocadilhos.

Brigas, gritos, bizarrisses, ironia, cafagestagem e escárnio formam a essência traduzida em palavras que podemos facilmente encontrar dentro da Proshaska. Essas palavras ressoam e se transformam em uma música, politicamente incorreta, que no fundo só quer falar de amor (ou não).

Sobre o nome da banda, eles dizem: "O nome Proshaska remete à tudo o que você achar que deve remeter, desde fruta à identificação de asteróides. Afinal, o que é Proshaska? Ouça e reflita."

Integrantes:
- Rafa Gonzalez (vocais)
- Guibs (guitarra e vocais)
- Cauê Alves (baixo e vocais)
- Caio Spano (bateria e vocais)

Discografia:
 - EP
    EP episódio 01

  - Álbuns
    Azia e Má Digestão


Com você eu digo sim (oficial)

Site: myspace.com/proshaska

17 de setembro de 2009

BOOOM! Music Agradece

Nesta segunda foi aniversário de 4 meses do BOOOM!, e a equipe gostaria de agradecer a todas as quase 4000 visitas! Isso mesmo, 4 mil visitas em 4 meses. Mesmo com tão pouco tempo, a gente considera isso um sucesso, e devemos tudo a quem vem visitar, ler e comentar no site.

Após algumas mudanças no layout, e a inauguração de novas sessõoes no site, logo logo estaremos dando início a de promoções, porque se é de graça, todo mundo gosta. (haha) Enfim, eu vim apenas deixar o nosso agradecimento pra todo mundo que dá forças ao blog. Obrigado, do fundo do coração.

13 de setembro de 2009

Cooper Cobras


O Cooper Cobras é um veneno para um rock'n'roll sem nenhum antídoto. O trio de raízes cariocas se reuniu para fazer uma música explosiva influenciada por Stones, AC/DC, MC5 e New York Dolls. Como pneus de um Mustang queimando no asfalto, o som contagiante remete a um verdadeiro espiríto da música, direto e com riffs pesados, tocando apenas o que querem ouvir.

A energia da banda nos palcos chama atenção, mas a paixão pelo rock é o que mais evidencia a real intenção da banda nas músicas rápidas com levadas de punk e stoner, e ficou conhecida na cena do Rio de Janeiro e até mesmo em festivais como o Goiânia Noise pela forte pegada e as letras que vão de críticas ao cotidiano a pistas de shows de rock.

Com apenas um disco de estúdio, produzido por Pedro Garcia do Rockz e auto-intitulado, o Cooper Cobras mostra que o sabe fazer, e muito bem. Apesar da banda estar em um "hiato indefinido", os integrantes alegam que é só uma questão de tempo até que questões pessoais sejam resolvidas, enquanto nos entretemos com um álbum excelente e esperamos a volta do Cooper, que ainda poderá envenenar muita gente por ai.


Integrantes:
Victor Lima (Guitarra e Vocais)
Luiz Menezes (Baixo)
Pedro Svensson (Bateria)


Discografia:
Cooper Cobras (2007)



Cooper Cobras - Até O Fim do Show


Site: myspace.com/coopercobras

8 de setembro de 2009

Os Cascavelletes

http://www.gardenal.org/trabalhosujo/cascavelletes1.jpg


Estrelando em 1987, após o fim do TNT, Cascavelletes é fruto da cabeça adolescente de Flávio Basso (Júpiter Apple) e Nei Van Soria. Os dois rapazes se separaram da antiga banda por certa incompatibilidade com a temática das letras das canções, que no caso de Flávio e Nei, eram grandes explosões de hormônios adolescentes contando suas epopéias sexuais.

Todo mundo dizia que, ao vivo, os rapazes com seus meros 15/16 anos eram como locomotivas desgovernadas. Eram mais profissionais que os velhos rockeiros, provocavam fantasias sexuais em jovens garotinhas e causaram uma febre em Porto Alegre tal como a febre beatlemaníaca em Londres. O pornobilly invadia as ruas da capital gaúcha e deixava destruição por onde passava.

O sucesso dos rapazes foi breve. Em 1991, o guitarrista Nei Van Soria decidiu que era a hora de pararem as atividades. Uma banda brasileira, que era comparada a uma misturada de Stones, Beatles e Who, e tocara todos os seus sucessos até lotar os ouvidos das groupies com sua sonoridade peculiar não tocaria mais. A banda que se intitulou "a maior banda de rock and roll do mundo" assinaria o fim.

Integrantes:
Flávio Basso (vocais)
Nei Van Soria (guitarra e backing)
Luciano Albo (baixo e backing)
Alexandre Barea (bateria)
Bluesman (teclados)

Ex-integrantes:
Frank Jorge (baixo e backing)
 
Discografia:
  - Álbuns
    Os Cascavelletes (1988)
    Rock'a'Ula (1989)
    Single Mix (1991)


Site: neivansoria.com

7 de setembro de 2009

BOOOM! Music Cresce

Galera, o BOOOM! agora é quase como uma família, e está crescendo cada vez mais! Agora nós temos mais uma integrante na equipe e uma sessão especial pra você conhecer som novo.        
                                           
Você conhece uma banda boa da sua cidade ou região, e que ainda não é conhecida no cenário nacional? Mande um e-mail com as informações do grupo e um endereço de contato pra gente divulgar a música. A única exigência é que as músicas de promoção da banda sejam autorais, excluindo versões e plágios. O e-mail é booommusic@gmail.com e o assunto é: "essa banda tem futuro".
                                   
E quem vai cuidar disso é a paulista Virginia, a mais nova mulher e caçula do blog. haha (tadinha da Nina :/). A Vi também escreve no Falando em Música, um blog sobre o mundo da música, com muita coisa bacana.
                           
                       

Garotas Suecas


De garota mesmo só tem uma e todos são brasileiros, contradizendo o título que carregam. De nome pretensioso, inovam com os arranjos que remetem a psicodelia dos anos 70, a ousadia da mistura do rock moderno com pitadas de soul e R&B. Uma banda literalmente jovem de música explosiva não só na cena independente brasileira mas também com shows no território do Tio Sam.

As músicas contagiantes parece que beberam na fonte dançante dos Stones, mas carregada de muita identidade musical nos timbres chega a lembrar da fase mais rock'n'roll da jovem guarda, são mesmo de qualidade e mais consistente do que bandas de "gente grande" que estão há muito mais tempo na ativa do que as Garotas.

Desde 2005 fazendo um som auto-denominado de rock de garagem, os integrantes equilibram na sua bagagem uma música intensa e sincera que toca e é tocada pela alma, e mesmo com a toda a simplicidade das letras, a banda não deixa nada a desejar, sendo díficil fugir dos clichês ao descrever a tal banda. No ano passado, deixou para trás nomes pesados como Turbo Trio, 3NaMassa e China e levaram para casa o troféu de Aposta MTV. Sorte de quem apostou no sexteto, porque a banda é tão explosiva que parece que, a cada momento, está mais perto de estourar.


Integrantes:

Guilherme Saldanha (vocais e gaita)
Tomaz Paoliello (guitarra e vocais)
Irina Bertolucci (teclado, harmonium e pandeirola)
Perdido (baixo e vocais)
Nico Paoliello (bateria e vocais)
Sesa (guitarra)

Discografia:
  - EP

    Díficil de Domar (2008)

  - Álbuns
    Dinossauros (2008)

Garotas Suecas - Codinome Dinamite

Site: myspace.com/garotassuecas

2 de setembro de 2009

Estreando BOOOM! Entrevista: Ecos Falsos

Ecos Falsos é, sem dúvida, uma das bandas mais criativas da cena atual. E toda grande banda, tem por trás, um grande músico pensante (ou qualquer outro adjetivo que aqui se encaixe).
Começamos bem o mês de setembro. A nossa primeira entrevista é com o ex-menino prodígio e atual guitarrista e vocalista da banda Ecos Falsos, o Gustavo Martins, uma conversa divertida que vai de música a ets, que você só encontra aqui.


BM!: O que aconteceu com o DVD que vocês gravaram no show de estréia do ‘Descartável Longa Vida’?

GM: A qualidade de captação do áudio ficou horrível, hahaha! Não dá pra usar, é uma pena. Mas ainda vamos dar um jeito de recuperar aquele material. Parte dele já foi aproveitado no clipe de "Nada Não", pelo menos.


BM!: O intervalo do primeiro disco para esse que está para sair foi de quase 2 anos. Porque essa demora? Como andam as gravações do cd novo?

GM: Bom, posso enumerar uma série de fatores, incluindo a reformulação da banda depois que o Felipe saiu e entraram Vini e BB, a falta de tempo em geral e, principalmente, a ausência de músicas, hahahah. A gente até tinha algum material pronto, mas eram basicamente coisas antigas, e achamos que não fazia sentido partir dali sendo que a formação tinha mudado 40%. Então a decisão foi começar do zero, em um esquema colaborativo mesmo, todo mundo palpitando em tudo, muito diferente do que foi o "Descartável Longa Vida". O processo de gravação que adotamos foi fazer primeiro uma pré no nosso estúdio, gravando todas as músicas para acertar detalhes de arranjo, e só depois ir pro estúdio gravar pra valer, o que estamos fazendo nesse momento. E isso foi ótimo, estamos economizando tempo no estúdio e ao mesmo tempo tendo mais chances de experimentar.


BM!: O disco novo vai contar com participações especiais como as de Tom Zé e Fernanda Takai em “Descartável Longa Vida”?

GM: Provavelmente sim, mas devem ser músicos próximos do meio independente, nomes menos conhecidos do grande público, digamos.


BM!: De onde surgiu a idéia do clipe/game Spam do Amor? Ele foi mais uma das produções do Davi?

GM: Acho que foi uma mistura de ideias minhas e do Davi. Essa primeira ideia tinha sido bolada para "Dois a Zero" (antes até de lançarem o Guitar Hero, na verdade), mas a Fernanda Takai não pôde fazer, então poupamos pra uma ocasião mais apropriada.


BM!: O Ecos faria uso das rimas mais manjadas da MPB?

GM: Difícil, mas não impossível... Talvez conscientemente, querendo dar um efeito brega pra coisa. Mas "assim" e "mim" foram banidos!


BM!: Dá para viver de música independente no Brasil ou é melhor se vender pro Rick Bonadio? rs

GM: É difícil, mas não só no Brasil. Depois da internet, todo mundo está quebrando a cabeça para conseguir "monetizar" o esforço de se ter uma banda. As coisas estão muito melhores do que já foram no começo dos 2000, mas ainda existem muito mais bandas do que público, ou seja, algumas vão sobreviver, muitas não. Por isso que todo investimento tem que ser feito com cuidado. É um mundo difícil, mas ao mesmo tempo tem a possibilidade incrível de criar um público pequeno, porém fiel, que te permita fazer a música que você gosta, não existe mais a obrigação de se agradar a todo mundo.


BM!:
Quais bandas estão mostrando competência no cenário independente brasileiro?

GM: São muitas, Nevilton, Zebra Zebra, Sabonetes, Rockz, Instiga, Bazar Pamplona, Móveis, Vanguart, Charme Chulo, Zefirina, Rock Rocket, Tiro Williams... Eu prefiro as que cantam em português, mas tem muitas outras.


BM!: Pouco tempo depois de lançar ‘Nada Não’, Mallu Magalhães lançou ‘Preço da Flor’, que tem praticamente a mesma idéia. Qual foi a primeira reação de vocês?

GM: Bem, recebemos o link de fãs nossos que notaram a semelhança, e achamos engraçado, a princípio. Ficamos na dúvida se deveríamos falar algo, mas acabamos falando para evitar que, no futuro, venham dizer que fomos nós que copiamos a ideia. Mas não tenho nada contra quem fez o clipe ou ela, desejo sorte pra todo mundo.


BM!:
A MTV anda cedendo mais espaço para bandas independentes, tanto que agora, o Ecos tem um blog no portal do site. O que você achou das indicações desse ano ao VMB?

GM: Gostei muito, achei bem legal da parte deles voltar com as categorias por gênero, principalmente abrindo uma para "rock alternativo". Alguns indicados já são meio manjados, mas isso não quer dizer que não mereçam estar lá. Só acho pouco existir uma categoria apenas para premiar o videoclipe, pois existe uma produção grande e de qualidade que poderia receber mais reconhecimento. Mas os tempos mudaram, existe o YouTube, talvez focar nas bandas seja o melhor a fazer mesmo.

BM!: Dá para conciliar fácil a banda com as profissões que cada um segue facilmente ou é mais complicado seguir a profissão em que se formou?

GM: Por enquanto dá, mas é complicado na medida que impede que você possa fazer determinadas coisas com a banda, como turnês mais longas, divulgação melhor e tal. Por outro lado, manter nossos empregos nos deu uma estabilidade financeira que permitiu fazer tudo que queríamos sem pressa e com a qualidade que desejávamos.


BM!: Agora que o Suplicy já virou fã da banda, existe possibilidade de trabalhar com o Supla? rs

GM: Hahaha, não e acho que ele não ia querer também, mas nunca se sabe.


BM!: Como foi passar pelas saídas do Thiago e do Felipe? Por que eles saíram da banda?

GM:
Saída de um integrante sempre é complicado. Antes do Thiago era meu irmão, o Tomás, que tocava baixo, então já foram três saídas de integrante. Cada um teve seus motivos, em geral mudança de prioridades na vida, nunca foi briga nem nada, somos todos amigos ainda. Dá uma desanimada, mas por outro lado permite que novos elementos tragam ideias e outro pique pra banda.


BM!:
O nome da banda remete a coisas relacionadas à ufologia. Você foi raptado por ETs quando era menino? rs

GM: Que eu saiba, não! Mas caí de cabeça do cadeirão uma vez, isso me deixou com o crânio meio torto. Juro!


BM!: O que é mais importante para o Ecos: a divulgação via televisão ou via internet?

GM: A televisão ainda é muito mais eficaz que a internet em termos de alcançar novos públicos, mas é pela internet que você mantém as pessoas interessadas. Os dois são importantes, se complementam e, se você for reparar, estão ficando cada vez mais parecidos.


BM!: Qual a coisa mais estranha (depois de entrevistas como essa) que vocês já passaram?

GM: Acho que minha infância como garoto prodígio já foi tão estranha que pouca coisa me surpreende hoje, hahaha! Mas já tivemos muita gente tentando passar golpes na banda, isso sempre é estranho e desagradável.

1 de setembro de 2009

Jennifer Lo-Fi

http://jornale.com.br/horasonora/wp-content/uploads/2009/06/jennifer-lofi.jpg

A internet está aí pra aproximar as pessoas, e aproximou tanto esses cinco, que ajudou a formar a Jennifer Lo-Fi, que como Luísa Manou Um Beijo, não tem ninguém com esse nome na banda. Os membros se conheceram pelo myspace há pouco mais de um ano, e percebendo que seus gostos musicais eram comuns, começaram a trocar opiniões sobre música. Não passou de duas semanas e o primeiro encontro dos recém-amigos foi num estúdio, lugar que poucos meses depois já gravaria as primeiras canções do grupo.

Como se conheceram no myspace, nada mais normal que montarem um para esse novo projeto, e divulgar o trabalho em equipe. E pra divulgar suas músicas, eles fazem shows ao vivo pelo myspace da banda todas as quintas, às 20h. A curiosidade é que, você, que está assistindo o show, pode mudar o setlist pedindo sua música favorita.

Inspirados por Mars Volta, Belle & Sebastian e Sigur Ros, Jennifer Lo-fi começou a ver seus primeiros ritmos tomando um rumo diferente, começou a fazer um tipo de música doce e amarga ao mesmo tempo, leve e pesada na medida correta, contrastante e suave na voz fustigante de Sabine, uma jovem menina que guarda dentro de si a potência das mensagens do grupo.

Integrantes:

Sabine Holler (guitarra e vocais)
Caio Freitas (guitarra)
Filipe "Miu" (guitarra/sintetizador)
Gustavo Santos (baixo)
Luccas Villela (bateria)

Discografia:
- EP
J Lo-Fi (2009)

Jennifer Lo-Fi - Festim (Ao Vivo no Poploaded Session)

Site: myspace.com/jenniferlofi

29 de agosto de 2009

Vivendo Do Ócio


Momentos de tédio nunca foram tão produtivos. O quarteto de jovens baianos do centro histórico de Salvador começou a fazer um som com o simples intuito de ocupar o tempo solando guitarras e fazendo riffs clássicos. Mesclando influências do pop atual com o velho rock'n'roll, Vivendo do Ócio tem como referências de Bloc Barty a Rolling Stones. O nome, em homenagem as preguiçosas tardes de som, não profetizava o futuro da banda: depois de um intenso trabalho, o primeiro disco "Teorias de Amor Moderno" foi lançado e disponibilizado gratuitamente na internet, o que possibilitou uma expansão de fronteiras da música.

A banda também participou do GAS Sound, um reality show com bandas de rock exibido pela Rede TV, o que proporcionou grande crescimento e amadurecimento musical, sendo, merecidamente, os vencedores, causando ótimas impressões no público e nos jurados. Fazia parte do prêmio a gravação de um cd pela Deckdisc, que resultou no excelente álbum "Nem Sempre Tão Normal", todo de músicas autorais, modernas, e dançantes. Com o disco, Vivendo do Ócio mostra - e muito bem - a cena nacional a que veio com o rock'n'roll versátil e direto.

Vivendo do Ócio já tocou em grandes festivais como o Festival de Verão de Salvador, Abril Pro Rock - sendo até mesmo considerado o melhor show do festival - e Oi Noites Cariocas. Suas letras sobre o cotidiano, amores, desencontros com muita honestidade e rock'n'roll, conquistam cada vez mais o seu espaço no cena independente do Brasil. A banda também concorre nesse ao prêmio de Aposta MTV, ao lado do Black Drawing Chalks e outros.

Integrantes:

Jajá Cardoso (vocais e guitarra)
Luca Bori (baixo e vocais)
Davide Bori (guitarra)
Diego Reis (bateria)

Ex-integrantes:

Mamede (bateria)

Discografia:

Teorias do Amor Moderno (2008)
Nem Sempre Tão Normal (2009)

Vivendo do Ócio - Fora Mônica


Site: vivendodoocio.com

25 de agosto de 2009

Pullovers

http://pullovers.com.br/wp-content/uploads/2009/04/pullover.jpg

Formado no ano de 1999, Pullovers completa 10 anos de mercado sem ter "estourado" como outras bandas do meio independente, mas é um nome sempre citado e se mantém na ativa mesmo após restar um único membro, e fundador do grupo, da formação original, botando por terra o significado da expressão 'pull over', que em inglês quer dizer estacionar.

No início, Pavement era o principal exemplo a seguir da banda, e as letras em inglês faziam lembrar ainda mais o grupo americano. Fazendo 4 discos com a mesma receita, que por sinal é muito boa e infalível, a banda decide mudar de ares em 2006. Lançam um EP com as primeiras canções em português, e mostram competência e sinceridade ao mexer com a língua pátria.

Em julho desse ano saiu, pela Pisces Records, o disco "Tudo Que Eu Sempre Sonhei", um conto do cotidiano do típico paulistano que se apaixona pela carioca antagônica em "1932", e comemora a beleza de ser brasileirao em "O Amor Verdadeiro Não Tem Vista Para o Mar". Vale a pena conferir a evolução musical de Luiz Venâncio e sua trupe, que além de letras reformadas, incrementaram o cd com novos instrumentos

Integrantes:

Luiz Venâncio (vocais e guitarra)
Bruno Serroni (baixo e cello)
Habacuque Lima (guitarra)
Rodrigo Lorenzetti (piano e teclados)
Angelo Lorenzetti (violão e baixo)
Gustavo Beber (bateria)


Discografia:
- Demos
Teenage Darling (1999)

- Álbuns
Pullovers Can't Play Covers (2001)
Riding Lessons (2002)
Carniça [part. esp. Geanine Marques] (2005)
1932 (2006)
Tudo Que Eu Sempre Sonhei (2009)

Pullovers - Tudo Que Eu Sempre Sonhei (Ao Vivo no Música de Bolso)

Site: pullovers.com.br

22 de agosto de 2009

BOOOM! Music no Orkut

Clique na imagem abaixo e entre na nossa comunidade.
Lá você pode expor sua opinião, discutir, conversar e conhecer pessoas.

http://i256.photobucket.com/albums/hh190/tio_da_galinha/booom.jpg?t=1250961815

18 de agosto de 2009

Minnuit

http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAI6U0pIAucxhqpTYFXbthZvslK2EqK19AarpPNQOEzTbd-M2gIH9Z0PiYVdo2pnFs88NWzbler2maIepAGOwsRsAm1T1ULvKLRc1DDBio4ylC-zJHRkVNhTg.jpg

Essa banda nasceu no primeiro semestre de 2004, na cidade de São Paulo, e tem algo peculiar na sua sonoridade. Mesclando o peso de duas guitarras com violões melódicos e teclados em algumas de suas canções, e letras que escritor algum pode botar defeito, o Minnuit vai galgando os passos ao "estrelato" no meio underground.

Sua primeira demo foi gravada em 2005, e apesar da qualidade do áudio não ser a melhor, o som chama atenção e o grupo começa a fazer suas primeiras apresentações, mas esse ano não foram só flores. Após a troca do baterista e uma repaginada nas antigas músicas, a banda já entra em estúdio para compor o primeiro disco, que conta com 10 músicas e uma vinheta especial para o mesmo.

Com o primeiro cd completo lançado em 2006, pela Travolta Discos, soando como Glassjaw e Lostprophets, uma sonoridade bem atual, moderna, convicta e forte, tocaram ao lado com várias bandas do cenário paulista como Envydust e Drive-In, e acabaram abrindo o show da banda estadunidense Alesana, em 2007.

No início desse

Integrantes:
Eddu (guitarra e vocais)
Diogo (guitarras)
Vinnie (baixo)
César (bateria)

Discografia:
- Álbuns
Catarsis (2006)

Minnuit - Tintas

Site: minnuit.com

16 de agosto de 2009

Renato Godá


Romântico incorrigível, Renato Godá poderia ser um ótimo cantor de um cabaré underground em alguma cidade soberba, mas para nossa sorte, não é. Seja com uma cerveja barata de um boteco de esquina ou o mais caro dos champagnes, nada combina mais com o som peculiar de Renato e sua banda.

Suas influências vão de Jimi Hendrix a Frank Sinatra e Chico Buarque, sem nunca deixar de lado a vida boemia e os amores pelos vícios, mas sempre de um jeito sensível e carismático com a sonoridade crua e as letras sinceras que já foram de Buenos Aires.

Misturando jazz, folk, e uma pitada de verdades descaradas, o paulistano de 38 anos fuma e bebe uísque sem se preocupar em soar brega ou cult demais. Mesmo com shows curtos, Renato envolve seu público com sua apresentação intimista. Não faz nenhuma cerimônia e nem é um bom partido, mas certamente, é um ótimo músico.

Integrantes:
Renato Godá (vocal e violão)
Franck Oberson (baixo acústico)
Edson Guidetti (guitarras e banjo)
Gustavo Sarzi (piano e acordeon)
Claudio Oliveira (bateria)
Marcus Penna (violino)

Discografia:
Nada a Declarar (2005)
Renato Godá (2009)

Renato Goda - Bom Partido (Música de Bolso)

Site: renatogoda.com.br

14 de agosto de 2009

BOOOM! Music Agradece [2]

AEAEAE!
Três meses e só evoluindo.
Galera, obrigado pelas mais de 2600 visitas, e continuem assim.
Já tivemos visitas da Suécia, Bélgica, EUA e até do Paraguai!

Esse mês já incorporamos o Breno, que estreou ontem falando do Dead Rocks,
teremos entrevistas com as bandas que mencionamos aqui, sorteios de cd's
e o que for vindo pra gente. Se você quer divulgar sua banda, mande um e-mail para:
booommusic@gmail.com
com o assunto BOOOM! Music.

Pro mês que vem teremos mais novidades ainda, aguardem.
Acessem o orkut e entrem na nossa comunidade!
Abraço!

11 de agosto de 2009

Black Drawing Chalks

http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/bdc.jpg

Os goianos da Black Drawing Chalks estão na atividade desde 2004, mas só vieram a fazer seus primeiros shows no fim do ano seguinte. A banda é formada por dois irmãos e quatro artistas de todas as naturezas. Além de músicos, os caras são artistas gráficos, tatuadores, arquitetos e talvez qualquer outro tipo de coisa que não espalharam ainda, mas que deve ser de qualidade.

Com uma sonoridade surgida no fim dos anos 70, chegando a lembrar Motörhead ou Black Sabbath em alguns riffs, o BDC (como eles mesmos se resumem) é uma banda que faz o velho rock clássico parecer vivo, pulsante e dançante. Guitarras cheias de velocidade, originais, vocais rasgados e fortes, baterias simétricas e linhas de baixo que acompanham as guitarras com vivacidade.

Com dois álbuns lançados num curto espaço de tempo, Black Drawing Chalks não perdeu a qualidade, e nem o estilo peculiar e raro na atualidade. Além disso, contam com a ajuda da Tronco Produções, que tem seu nome vinculado a bandas emergentes como Holger, Homiepie e Stephanie Toth. A banda já passou pelo Goiânia Noise Festival e fez uma turnê no Canadá, um belo começo.

Quanto aos trabalhos gráficos dos caras, é possível conferir tudo no Flickr:
/victorjam
/dogrinhasdosteclados

Integrantes:

Denis de Castro (baixo)
Douglas de Castro (bateria)
Renato Cunha (guitarra e vocais)
Victor Rocha (guitarra e vocais)

Discografia:
- Álbuns
Big Deal (2007)
Life Is A Big Holiday For Us (2009)

Black Drawing Chalks - Big Deal


Site: myspace.com/blackdrawingchalks

9 de agosto de 2009

Autoramas

Se o rock nacional fosse uma pista de corrida, os Autoramas certamente estariam em um lugar privilegiado desde a largada. A partida do Autoramas foi em 97, no Rio de Janeiro, quando Gabriel Thomaz, recém-chegado na cidade carioca, depois do fim de sua antiga banda, The Little Quail + The Mad Birds, começou a fazer um rock dançante, punk, surf music com os amigos Bacalhau e Simone. A carreira então engatou rápido, e CDS e turnês não pararam desde então. Com suas letras eletrizantes e as batidas dançantes, escutar Autoramas é um saudosismo aos anos 80 e ao mesmo tempo, uma prévia do futuro com as guitarras elétricas, sem soar antiguado ou futurístico demais.

Apesar de algumas mudanças de baixista na formação, porém sempre ocupado por uma mulher, os fãs do Autoramas são fiéis devotos e sempre lotam desde as casas de shows underground e os festivais nos quais a banda passa. As influências de rockabilly, Ramones e new wave são bem claras no som da banda. O cartão de visitas dos Autoramas dá inveja em qualquer aspirante a músico: Bacalhau foi baterista do lendário Planet Hemp, e Gabriel Thomaz é autor de vários hits de bandas como Raimundos e Ultraje a Rigor, além de uma parceria com o Movéis Coloniais de Acaju, que resultou no vinil "Vai Thomaz no Acaju".

O trio, que já foi do Rio ao Amapá, tem também reconhecimento fora do cenário brasileiro, com shows na América Latina, na Espanha,Inglaterra, em Portugual... O show agitado dos Autoramas faz barulho da Holanda até o Brasil. Em 2005, foi a banda mais premiada no VMB como melhor clipe independente. As músicas do Autoramas estão em coletâneas até do Japão (sim, não é uma hiperbóle) com suas guitarras inconfudivéis. E de fato, nada pode parar os Autoramas.

Integrantes:
Gabriel Thomaz (guitarra e vocais)
Bacalhau (bateria)
Flávia Couri (baixo e vocais)

Ex-integrantes:
Simone (baixo e backing vocal)
Selma Vieira (baixo e backing vocal)

Discografia:
Stress, Depressão & Síndrome do Pânico (2000)
Vida Real (2001)
Nada Pode Parar Os Autoramas (2003)
Teletransporte (2007)

Autoramas - Você Sabe


Site: autoramasrock.com.br

BOOOM! Aumenta a Equipe

Isso aí, mais uma pessoa escrevendo pro BOOOM! Music.
A falta de tempo tomou conta da Nina e de mim, por necessidade e a vontade de escrever aqui,
Nina e eu convocamos um recifense pra ajudar a gente na empreitada bombante das bandas brasileiras.

Photobucket

Esse rapaz aí é o Breno! Não sei muita coisa sobre ele não, mas será uma ajuda. Abraços!

4 de agosto de 2009

O Hype de 2008?

Como é de costume, eu deveria postar a descrição de alguma banda hoje, mas eu gosto de discussões bem elaboradas, e nesse exato momento eu estava tendo uma com pessoas que considero imparciais o suficiente e com opinião sólidas o bastante.

Ao abrir uma comunidade que freqüento muito no orkut, me deparo com um novo tópico pedindo a opinião dos freqüentadores sobre as bandas brasileiras em 2008 e o link de uma postagem no Blogin da MTV, que eu não leio, falando sobre as bandas que Rafael Morettini - o blogger - considerou o melhor de 2008. Isso me inspirou a trocar o convencional post de hoje por uma discussão.

A começar, ele citou que a grande porrada de 2008 foi Mallu Magalhães. Apesar da coisa wannabe Bob Dylan, e da péssima produção do álbum dela, Mallu tinha sua coisa própria, mas perdeu. Crise do underground? Pode até ser, mas pra mim, o que estraga muita banda, é o produtor. E tenho medo que o que aconteceu com Mallu possa acontecer com Stephanie Toth.

http://www.coquetelmolotov.com.br/pt/noticias/20080602054444.jpg
Stephanie Toth, personagem do trio folk feminino brasileiro

Um caso semelhante foi o que aconteceu com o Móveis Coloniais de Acaju. "Idem" foi um disco com energia, uma porrada na cabeça, mas "C_mpl_te", após Miranda - aquele do Ídolos - ter colocado seus fartos dedinhos na banda, decaiu em energia, mas ganhou em unidade, o que às vezes não é bom fonograficamente falando, mas comercialmente é sim um grande atributo.

Outro ponto interessante foi que a maioria, ou quase todas as bandas mencionadas, compõe em inglês, ou são instrumentais! Tudo bem, eu não gostei da reforma ortográfica, mas não é por isso que vou trocar o português pelo inglês e abrir mão da minha identidade nacional. Por um lado é interessante pra bandas que preferem dar ênfase para as guitarras que para os vocais, já que muitos jovens pecam na hora de falar certo.

Fazendo um adendo ao título da postagem, a coisinha chamada hype/mainstream, Morettini falou de Boss In Drama, Twelves e Mickey Gang. Todos de pegada dançante, synths e composições em inglês. Apesar de soarem bem aos ouvidos, pra mim parece que todas querem apenas ter seu espaço na mídia, nada por paixão, apenas uma maneira de aparecer e conquistar umas cabeças. Opinião pessoal, embora nunca tenha falado com os caras.

http://editoriacultura.files.wordpress.com/2009/04/bossindrama2.jpg
Boss In Drama, música eletrônica curitibana

Depois de tudo isso cheguei a conclusão que, pra fazer sucesso na MTV é só ter aquela dose meio clichê, um inglês básico, roupas legais e soar blasè. Receita quase infalível pra ter seu nome citado na rede brasileira que mais atinge a juventude brasileira. Gostaria que vocês dessem uma lida no post e me deixassem comentários com suas opiniões. Ninguém aqui é dono da verdade.

Eis o link da reportagem: http://mtv.uol.com.br/blogin/blog/2008-finalmente-o-ano-das-bandas-brasileiras

1 de agosto de 2009

Luísa Mandou Um Beijo



Nascida em 1999, na cidade maravilhosa, Luísa lançou seu primeiro registro em áudio no ano seguinte, gravado em uma simples mesa de apenas 4 canais. A partir daí, Luísa foi só alegria, que aliás é uma característica marcante do seu som. Vocais doces, solos de trompete, guitarras leves, baterias numa batida bem sólida e leve. Um som que embala.

Apesar do nome, não há nenhuma Luísa no Luísa Mandou Um Beijo, e nem se imagina pra quem é o tal beijo. Com um som bem feito e produzido, a banda não se declara em uma vertente do rock, mas eu me arrisco a dizer que triscam o powerpop e o indie bonitinho, feito sob influências de Pato Fu e Belle & Sebastian, uma mistura devéras interessante na minha opinião.

Já apareceu ao lado de grandes nomes da música independente, como Vanguart e Macaco Bong na Virada Cultural 2009. Além disso, a banda já marcou presença em coletâneas internacionais na Alemanha, Itália, Japão e até em Cingapura! Hoje em dia a banda assina com o selo Midsummer Madness, do Rio e o Volume 1, de SP.

Uma curiosidade: apesar da criatividade com o nome da banda, todos os álbuns são lançados sem título.

Integrantes:
Flávia Muniz (vocais)
Fernando Paiva (guitarra)
PP (guitarra)
PC (baixo)
Daniel Paiva (trompete)
Cristiano Xavier (bateria)

Discografia:
- Álbuns
Luísa Mandou Um Beijo (2005)
Luísa Mandou Um Beijo (2008)

- Ep's/Singles/Demos
Demo (2000)
Ep Ao Vivo no Ensaio (2001)
Single (2002)

Luísa Mandou Um Beijo - Guardanapos

Site: luisamandouumbeijo.com